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Higino Carneiro recorda os nacionalista no livro “Memórias: Soldados da Pátria”

A literatura angolana ganhou mais uma contribuição. “Memórias: Soldados da Pátria”, é a primeira obra literária de autoria do general e ex-governador de Luanda, Higino Carneiro, lançada, nesta quinta-feira, no memorial António Agostinho Neto, em Luanda.

A apresentação do livro coube ao académico Boaventura Cardoso que, na sua intervenção, reconheceu que durante o consulado de Higino Carneiro como soldado da reconstrução nacional, sob a liderança do então presidente José Eduardo dos Santos, ergueram-se pela primeira vez em Angola, os principais projectos habitacionais, investiu-se na formação de mais de 1000 mil licenciados, principalmente em engenharia, na China e no Brasil.

Soldado da Pátria, como o povo passou a designar como 4×4, foi ousado e corajoso não só como militar, mas também como governante, diplomata e hábil negociador. Com efeito, o general Higino Carneiro, nas vestes de embaixador, participou em inúmeras missões diplomatas, que resultaram no reconhecimento do governo angolano pelos Estados Unidos da América, referiu Boaventura Cardoso.

Ao falar sobre a essência da obra com mais de 300 páginas editada pela Keve, Higino Carneiro avançou que a história do Soldado da Pátria não se resume só à vida militar, ela pode, naturalmente, em curtas palavras, transmitir a todos os jovens, escritores, historiadores, sobretudo para a área académica importantes pesquisas feitas, como a história de Dona Maria Segunda (Portugal), as vivências do povo da região onde nasceu, com um destaque com bastante evidência às guerras que levaram a que a colonização portuguesa pudesse somente ocupar o território do Libolo em 1932.

O autor descreve também as razões que romperam os acordos de Bicesse. Para além de José Eduardo dos Santos e João Lourenço, o general Higino Carneiro lembra, nesta obra com muita emoção, o impacto do papel que António Agostinho Neto, primeiro presidente da nação angolana, desempenhou na sua vida militar logo após a independência de Angola, porque foi por decisão de Agostinho Neto que veio parar a província de Luanda.

Por: Pedro José Mbinza

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