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Saúde e Beleza

O que é Ansiedade?

Os transtornos de ansiedade reúnem diferentes condições psiquiátricas. Conheça a prevenção, os sintomas de cada tipo e como tratar as crises (ou evitá-las)

O que caracteriza os transtornos de ansiedade?

A ansiedade e os transtornos de ansiedade são um conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer. Em especial durante as crises de ansiedade, as pessoas não conseguem se ater ao presente e sentem uma grande tensão, às vezes sem um motivo aparente. Esse problema pode manifestar sintomas físicos também, como sudorese e arritmia cardíaca.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 264 milhões de indivíduos vivem com transtornos de ansiedade no planeta.

Diferença entre transtorno de ansiedade e ansiedade comum.

A psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, explica que a intensidade dos sintomas de ansiedade e a duração dos mesmos marcam essa distinção.

“Qualquer pessoa fica ansiosa por causa de uma entrevista de emprego, antes de fazer uma prova ou quando vai conhecer alguém. Mas, normalmente, esse sentimento passa”, já no transtorno de ansiedade, quase tudo vira motivo de preocupação exagerada e contínua, o paciente não é capaz de relaxar”, complementa a especialista.

Crises comuns há mais de seis meses são um sinal claro desse quadro. Ficar tenso sem razão aparente é outro.

O que causa a ansiedade?


A origem dos transtornos de ansiedade varia bastante de indivíduo para indivíduo. Eles podem, por exemplo, aparecer por desequilíbrios químicos do cérebro, pela falta de suporte familiar ou por traumas — principalmente na infância. Ou por uma mistura de fatores.

“A família, os lugares que você frequenta, os amigos, as experiências de vida… Tudo isso contribui para o surgimento ou para a prevenção da doença”, lista Marina.

Além disso, é possível que uma pessoa com a condição manifeste crises por causa de gatilhos específicos. Além dos fatores já mencionados, insônia, estresse, sedentarismo e falta de lazer estão entre os itens que podem deflagrar as manifestações do transtorno.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): é o mais comum e frequente. “O paciente fica inquieto e excessivamente irritado. Ele sente muito cansaço e falta de concentração, porque o cérebro não desliga. A insônia é comum também “, informa a psicóloga.

Fobias: compreendem problemas caracterizados pelo medo exagerado ou paralisante diante de objetos, animais ou situações específicas. Medo de altura, de agulhas e de entrar no elevador fazem parte do pacote.

Fobia social: ela merece um espaço a parte por estar relacionada a ocasiões sociais. Os pacientes sentem medo não apenas de falar em público, mas de qualquer situação que envolva estar com desconhecidos, mesmo que não seja necessário conversar com ninguém (ir a festas, eventos, reuniões, lanchonetes etc). O isolamento, claro, se torna muito comum.

Síndrome do pânico: é um quadro severo de ansiedade, que pode surgir subitamente.

“Do nada, a pessoa tem uma sensação iminente de morte, sofrendo taquicardia, falta de ar e sudorese. A crise dura de segundos a minutos, mas, para quem está vivendo, parece uma eternidade”, conta Marina.

Como é o diagnóstico?

Normalmente, o diagnóstico é feito por um profissional da área de saúde mental (um psicólogo ou psiquiatra). E leva um certo tempo para entender exatamente a intensidade do problema e qual o tipo de transtorno.

O tabu sobre distúrbios psiquiátricos ainda compromete a busca por ajuda. Quanto maior a demora para iniciar o tratamento, maior a dificuldade para contornar a situação.

“Não dá para dizer que tem cura. Mas é possível aprender a lidar com a situação e desenvolver um controle total, em que o paciente não é mais afetado”, pontua Marina.

Via de regra, a terapia é imprescindível. Há diferentes modalidades, que devem ser escolhidas de acordo com o paciente. Ao longo das sessões, o sujeito aprende como o transtorno age dentro dele e passa a reconhecer os gatilhos para crises. A ideia também é estimular mecanismos internos de resiliência.

Técnicas de relaxamento, meditação, atividade física e outras práticas podem complementar o tratamento.

E, claro, há situações que pedem o uso de medicamentos — sempre com orientação de um médico.

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