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Angosat-2 não será lançado no espaço devido às sanções contra Rússia

A empresa francesa Airbus, em violação de contrato, recusou-se a fornecer peças e documentação técnica para o satélite russo-angolano Angosat-2, fazendo com que seu lançamento, que estava previsto para março, fosse adiado para setembro.

Tínhamos planejado o lançamento (do satélite Angosat-2) para março, e tentamos realizá-lo. Já estava tudo pronto para cumprir nossas obrigações a tempo. Mas, infelizmente, nossos parceiros ocidentais, insatisfeitos com nosso sucesso na indústria espacial, começaram a criar obstáculos – afirmou o embaixador russo em Angola, Vladimir Tararov.

De acordo com o embaixador, algumas peças do satélite deveriam ser fabricadas pela empresa francesa Airbus, que decidiu violar o contrato e se recusar a fornecer as peças e a transferir a documentação técnica à Rússia.

– Infelizmente, vimos novamente o desejo de interferir em nossa cooperação, impedir de qualquer maneira que isso acontecesse (…) – declarou.

O embaixador afirmou que a Airbus não instalou peças para o disparo dos blocos do satélite, fazendo com que seu lançamento fosse interrompido.

Além disso, sem a documentação técnica, que a empresa francesa se recusou a entregar, violando assim o contrato, o teste completo do satélite foi comprometido, prejudicando o projeto.

O embaixador russo afirmou que a Airbus usou as sanções como pretexto para violar o contrato, e ressaltou que o contrato foi celebrado antes da imposição das sanções, podendo ser cumprido completamente.

– Analisei especificamente o documento sobre a imposição das sanções, lá constava que se o contrato foi celebrado antes de sua introdução, então pode ser completamente cumprido. Mesmo assim, eles se recusaram a cumpri-lo – afirmou.

Segundo o embaixador, as peças não entregues pela Airbus estão sendo fabricadas pela Rússia, e o lançamento do satélite deverá ocorrer em um futuro próximo.

Além disso, o embaixador destacou que a cooperação entre a Rússia e Angola no domínio espacial abre um precedente para o desenvolvimento de outros Estados africanos nesta área.

– Claro que nossa cooperação com Angola e o lançamento do satélite criarão um precedente. Muitos Estados estão observando Angola e decidindo por si mesmos como devem ser nesta área – afirmou.

Fonte: Angola24horas

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