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Celebridades

Os Lambas: A revolução do Kuduro

O estilo foi criado por Tony Amado e expandido pelo Sebem e os dois juntos configuram-se nos principais percursores do estilo de música dos becos que durante muitos anos era conotado como sendo estilo de marginais e seguiram-se a eles nomes como Kema Bilha, Semal, Reitanaice, Virgílio Faire, Dog Murras, Máquina do Inferno, Puto Português e Nacobeta, Puto Prata e Noite e Dia, Fofandó, Bruno M e os Lambas.

Durante muito tempo o estilo feito nos becos gravado muitas vezes em rádio cassetes não poderia ter cobertura da mídia, apesar de que alguns destes nomes já eram do asfalto (zonas urbanas), mas era nos subúrbios que o Kuduro fazia furor.

E chegamos a época em que todos bairros tinha grupos de adolescentes ou então de forma individual que cantavam o Kuduro ( poderíamos dizer que em cada 10 adolescentes 7 cantavam kuduro) e tinham como principal fonte de inspiração os Lambas ou Bruno M (o que fazia o Kuduro da cidade).

Foi neste período que os Demônios do Sambizanga começaram a traçar o seu legado apesar de ainda estarem vinculado aos crimes, uma das razões que leva Amizade a morte, o então mentor dos Lambas, mas depois disto o grupo consciêncializou-se e estava mais focado a revolucionar o estilo trazendo instrumentais com um ritmo muito diferente do que estávamos acostumados a ouvir e assim aconteceu com o Comboio2 (que é considerado o melhor Kuduro de todos os tempos) que chegou a concorrer como uma das 10 músicas mais queridas no Top da RNA em 2006, e os Lambas tornavam-se nos primeiros kuduristas a concorrerem num evento daquela dimensão e depois seguiu Bruno M e outros…

Mas foi também o Comboio2 que revolucionou a forma de fazer vídeo clip no país, a produção de Hochi Fu e participação dos Tunezas levaram os músicos principalmente os do mesmo estilo a reverem a produção dos seus vídeos.

Na medida que os anos foram passando os Lambas não pararam lançaram sucessos atrás de sucessos como: dança quatro dos Lambas, tá adoçado, rebenta, comboio… Só para citar.

E neste processo o Kuduro atravessou as fronteiras do nosso país e chegou nos demais continentes e os das zonas urbanas compreenderam o poder e ritmo que mesmo tinha viram aí uma oportunidade de ganhar dinheiro e todos mergulharam nele e passou a ser um estilo ouvido até pelas elites que até o então presidente da república José Eduardo dos Santos não resistiu a força do mesmo dançou e cantou…

Os Lambas viriam a participar novamente no Top dos Mais Queridos da RNA em 2013 com a música “Tá te Cuyar”, numa fase em que os músicos debatiam-se com a impossibilidade dos mesmos viverem da música os kuduristas impuseram-se no mercado e muitos deles conseguiram e no meio destes estavam os Lambas, que a dada altura tinham o cachê mais alto do estilo.

Mas foi também a ambição pelo dinheiro que viria a separar Bruno King (este por sinal rea consideredo o melhor rimador de Kuduro para sempre) e Nagrelha, o Estado Maior.

Mas agora como só faltam 10 anos para se aposentarem, os Lambas estão de volta e o show de na TV Zimbo foi prova disto. Agora qualquer outro kudurista já poderá fazer o Live show solidário em cadeia nacional porque os Lambas já o fizeram… Os Lambas são imortais para o Kuduro assim como Bob Marley e Luck Dube no Raggae, são inesquecíveis. O Kuduro é os Lambas, os Lambas são o Kuduro.

Por: Mateus Mateus In pensando o Kuduro.

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