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Sociedade

Reino do Bailundo tem nova imagem

Já foi reinaugurado o reino do Bailundo dia 12 de maio de 2022 pelas 16horas por Sua Excelência Ministro da Cultura, Juventude, turismo e Desporto Filipe Nzau na presença da Ministra da Saúde Sílvia Lutukuta que também inaugurou a unidade hospitalar do Reino. A Ombala foi reabilitada e apetrechadas com mobílias de alta qualidade obras que tiveram início em 2012 incluindo 35 residências para membros da corte.


Ao discursar no acto o rei Isaac Fracisco Tchongolola agradeceu ao executivo e solicitou que o referido gesto fosse extensivo para outros reinos que existem por Angola incluindo Ombla dos sobas que muitos deles atendem suas comunidades em condições vulneráveis, gesto que devolve a dignidade das autoridades tradicionais.


Na ocasião o ministro da cultura pediu a comunidade local e as autoridades tradicionais ajudarem o rei bem como cuidar bem da infra-estrutura que serve do património da identidade cultural angolano do povo etno-linguístico Ovimbundu.

Breve Historial do Bailundo

Bailundo é a designação aportuguesada de Mbalundu: nome dado a uma toupeira preta ou castanha que tenha a cor branca na cabeça, na chegada de Katyavala no monte Halavala, encontrava-se a toupeira (cava-terra) fora do buraco, com dentes parecendo que esteja a rir com o homem. Katyavala entendeu que a natureza lhe dera boas vindas e decidiu fazer moradia e erguer o seu império, (Bernardo Sambulika).
Katyavala Bwila I, ou simplesmente Katyavala I, foi o primeiro Soma Inene do Reino Bailundu, sendo portanto fundador do país Bailundo, a maior de todas as nações ovimbundu.
Sob seus auspícios, cinco ombalas (cidades) da região, Halã-Vala, Tchiyaka, Kalique, Andulo e Viye uniram-se sob sua figura, fazendo-o seu grande Soma Inene, o grande monarca dos bailundos, assentando-se na ombala de Halavala (depois Bimbe-Katapi).

Os Reis do Bailundo e suas Sucessões

Foram reis desde a fundação do Reino do Bailundu em 1700-1771, o rei Katyavala Bwila I (fundador) 1700-1720); Jahulu I -1720; Somandalu – 1771; Somandalu 1771-1774, Chingui I -1774-1776; Chingui II 1776-1778); – 1778-1876, neste período houve um interregno 1778-1780, Ekuikui I 1780-1800; Numa I 1800; Hundungulu I 1800-1810; Chissende I 1810-181; Ndjundjulu 1811-1818; Ngunji 1818; Tchivukuvuku Chama Chongonga 1818; Utondossi 1818-1832; Bunji 1833-1842; Bongue 1842-1861; Chissende II 1861-1869; Vassovava 1869-1872; Katyavala Bwila II 1872-1875; Ekongo Liohombo 1875-1876; Ekuikui II 1876-1890; Numa II 1890-1891; Numa II 1891-1892; Moma 1895-1896; Kangovi 1897-1898; Hundungulu II 1898-1900; Kalandula 1900-1902; Mutu-ya-Kevela 1902-1903; houve novamente um interregno 1903-1904, Chissende III 1904-19; Kandimba, Jahulu II 1911-1935; Mussitu 1935-1938; Tchinendele 1938-1948; Filipe Kapoko 1948-1970; Félix, Numa III 1970-1982; José Maria Pessela Tchongolola 1982-1986; Manuel da Costa; Ekuikui III 1986-1996; Utondossi II 1997- 1999; Augusto Katchitiopololo, Ekuikui IV 1999-2012; Armindo Francisco Kalupeteka, Ekuikui V desde 2012-2021; seguiu-se por poucos dias não chegando de tomar posse João Kawengo e actualmente o rei dos Ovimbundu chama-se Isaac Francisco Lucas (Tchongolola Tchongonga).

Graciano Catumbela
Pesquisador cultural
13.05.2022
8:00

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